ENTREGA DA N’GOLA A ESTRANGEIROS NO CUNENE AMEAÇA EMPREGOS E SOBERANIA ECONÓMICA LOCAL

ENTREGA DA N’GOLA A ESTRANGEIROS NO CUNENE AMEAÇA EMPREGOS E SOBERANIA ECONÓMICA LOCAL

DENÚNCIA PÚBLICA SOBRE A SITUAÇÃO DA EMPRESA N’GOLA NO CUNENE

Por Lito Deputado

Segundo informações consideradas credíveis, a N’gola, na província do Cunene, encontra-se em processo de entrega da sua gestão e operação a cidadãos estrangeiros, situação que está a gerar enorme preocupação entre trabalhadores, agentes revendedores e clientes.

De acordo com as mesmas informações, até ao mês de janeiro, toda a estrutura da N’gola no Cunene incluindo funcionários e a atividade de distribuição deverá ser transferida para um cidadão estrangeiro ligado à empresa Águia África, com atuação direta na cidade de Ondjiva.

O cenário descrito é extremamente grave:

• todos os funcionários angolanos poderão ser colocados na rua, sem garantias claras de indemnização, proteção social ou respeito pelos seus direitos laborais;

• a empresa passará a ser controlada por estrangeiros, deixando os nacionais completamente excluídos;

• assiste-se a uma tentativa evidente de monopolização da distribuição no Cunene.

Há ainda informações de que existe uma figura “lá em cima”, em posição de decisão, que terá colocado um indivíduo da sua confiança para exercer a função de revendedor, afastando agentes nacionais que há anos trabalham com a marca e contribuíram para o seu crescimento na província.

Enquanto os trabalhadores angolanos são despedidos e lançados ao desemprego, o estrangeiro é deixado a fazer das suas, sem controlo, sem transparência e sem respeito pelas leis angolanas, pelos direitos dos funcionários e pelos interesses da população local.

Esta situação configura, em tese:

• despedimento coletivo injustificado;

• discriminação contra trabalhadores nacionais;

• violação dos princípios de valorização da mão de obra angolana;

• prejuízos diretos para os clientes e para a economia local.

Diante da gravidade dos factos, os trabalhadores e agentes revendedores exigem:

1. esclarecimentos imediatos por parte da empresa Ngola;

2. suspensão de qualquer processo de entrega da empresa que prejudique os nacionais;

3. intervenção urgente do Ministério do Trabalho, do Governo Provincial do Cunene e das demais entidades competentes.

O Cunene não pode continuar a ser tratado como terra sem lei, onde estrangeiros são privilegiados e cidadãos angolanos colocados na rua, sem explicações, sem direitos e sem dignidade. Exige-se respeito pela lei, pelos trabalhadores nacionais e pelo interesse público.

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