VALDIR CÔNEGO: QUANDO O ARREPENDIMENTO SE TORNA RENDIÇÃO

Por Lito Deputado

Fiquei profundamente entristecido ao saber que o senhor, Valdir Cônego, pediu desculpas.

Não por falta de empatia, mas porque as desculpas, neste caso, não representaram humildade — representaram rendição.

Um verdadeiro combatente político não recua diante da verdade. A política, para quem a vive com convicção, não é um palco de conveniências, mas um campo de batalha onde se luta por princípios, mesmo quando o preço é alto.

O senhor, que tantas vezes se mostrou firme nas redes sociais e destemido nos microfones da rádio, deveria ter mantido essa mesma postura na reunião do Comité Central.

Foi ali, diante dos seus pares, que o país esperava ver o Valdir corajoso, não o Valdir arrependido.

Pedir desculpas por exigir um direito legítimo é negar a si mesmo. É ceder à pressão e entregar à política o que ela tem de mais perigoso: o medo de ser autêntico.

Ao fazê-lo, o senhor não apenas se curvou diante de um sistema que reprime a consciência crítica, mas também decepcionou todos aqueles que ainda acreditam na possibilidade de uma política feita com verdade e coerência.

E eu pergunto, com o respeito de quem observa a luta de longe, mas com o coração de quem ainda acredita na mudança:

O senhor ainda sonha em ser presidente?

Ou já aprendeu a arte de ajoelhar-se antes mesmo de chegar ao trono?

A história é implacável com os que desistem.

Ela não celebra os que se arrependem de lutar, mas eterniza os que resistem, mesmo quando a solidão é a única companheira.

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