A deputada do MPLA, Suzana Augusto de Melo, é apontada como mentora de uma alegada rede de desvio de mais de 300 milhões de kwanzas das contas da Organização da Mulher Angolana (OMA), domiciliadas no Banco Sol, desde o ano de 2022.
De acordo com fontes ligadas ao processo, o esquema envolvia transferências não autorizadas e documentos falsificados, supostamente com a colaboração de funcionários bancários e dirigentes da própria organização.
O Serviço de Investigação Criminal (SIC) já detém Dilma Patrícia Álvares Ganga, subgerente do Banco Sol, acusada de facilitar as operações ilícitas. Outros implicados, como Josemar Alfinete, responsável financeiro da OMA, encontram-se sob investigação.
Parte dos valores desviados terá sido transferida para contas de familiares e para a empresa “Yangue”, associada a filhas de um ex-presidente do Banco Sol.
Apesar das graves suspeitas, Suzana de Melo não foi detida por beneficiar de imunidade parlamentar, o que levanta questionamentos sobre uma possível proteção política no caso.

