O ex-ministro português da Economia, António Costa Silva, alertou que cerca de 11,6 milhões de angolanos, correspondentes a 31% da população, vivem atualmente em miséria extrema. As declarações foram feitas em entrevista ao jornal Expansão, onde o antigo governante destacou que a guerra, a má governação, a corrupção e o abandono dos setores da educação e da saúde estão entre as principais causas desta situação.
Segundo Costa Silva, apesar dos progressos registados desde o fim da guerra civil, a pobreza e a fome continuam a crescer de forma alarmante. O ex-ministro defendeu uma “revolução agrícola” como medida essencial para revitalizar a economia e garantir a segurança alimentar do país.
Com base em dados de organismos internacionais e do World Poverty Clock, o político português advertiu que a fome em Angola terá aumentado 82% entre 2017 e 2025, um indicador que, segundo ele, exige mudanças estruturais urgentes para inverter o ciclo de miséria que afeta milhões de cidadãos.

