RESPOSTA AO PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO
Em resposta ao princípio do contraditório, venho, por este meio, apresentar o meu contraditório.
Por Lito Deputado
Primeiramente, por uma questão de educação institucional, saúdo a Direção do Hospital Geral do Lubango, desejando que todos se encontrem de boa saúde.
Em primeiro lugar, não corresponde à verdade a afirmação de que não tenhamos contactado o hospital, assim como não é verdade que tenha havido, da nossa parte, qualquer intenção de manchar a boa imagem do Hospital Geral do Lubango.
Na quinta-feira, por volta das 10 horas, dirigi-me pessoalmente ao hospital. Importa referir que, por volta das 8 horas do mesmo dia, já havia enviado uma mensagem ao Diretor Clínico, informando sobre a situação da paciente, tendo o mesmo respondido que não se encontrava no Lubango, mas sim fora do país.
Ao chegar ao hospital, dirigi-me ao chefe do banco de urgência, solicitando a disponibilização de uma ambulância para irmos buscar a paciente que se encontrava nas imediações, por detrás do hospital. O pedido foi recusado, sob a alegação de que a instituição apenas autoriza a saída de ambulâncias mediante autorização do Diretor Clínico.
Diante dessa situação, fomos à procura do Diretor Clínico. Contudo, ao chegarmos ao local, fomos informados por uma funcionária de que não seria possível solicitar a sua saída para nos atender. Foi neste contexto que foi publicado um vídeo na rede social Facebook.
Após regressarmos ao local, o tom da abordagem já não era o mesmo. Fomos então orientados a falar com a chefe do utente, que, após o contacto, solicitou que nos dirigíssemos ao gabinete da chefe dos serviços. Comparecemos ao referido gabinete a chefe dos serviços, a chefe do utente, a mãe da jovem e eu, Lito Deputado.
No gabinete, a chefe do utente passou a dirigir-se a nós de forma desrespeitosa, o que resultou numa troca de palavras. Quando informei que iria proceder à gravação da conversa, o tom da abordagem foi imediatamente moderado. Em seguida, foi chamado um médico de nacionalidade cubana, que também entrou no gabinete com uma postura considerada desrespeitosa. Mais uma vez, ao referir que iria gravar, o tom foi reduzido.
Após uma longa conversa, voltei a solicitar a disponibilização de uma ambulância, tendo-nos sido novamente informado que tal não seria possível. Diante disso, dirigi-me à paragem de táxi e contactei um taxista, que inicialmente solicitou o valor de 7.000,00 kwanzas, mas que, por solidariedade, aceitou apenas 5.000,00 kwanzas. Foi dessa forma que conseguimos transportar a paciente.
Ao chegarmos ao banco de urgência, a jovem foi colocada sentada numa cadeira durante cerca de 15 minutos. Como não conseguia manter-se nessa posição devido ao seu estado clínico, solicitei que fosse colocada numa cama. Só então a paciente foi devidamente acomodada.
Na sexta-feira seguinte, a mãe da jovem contactou-me, informando que havia recebido uma chamada a comunicar que a paciente iria regressar ao Cunene. Dirigi-me então ao banco de urgência para obter esclarecimentos junto do chefe do serviço, que afirmou que, caso a paciente fosse devolvida, seria porque no Cunene também existem especialistas.
Expliquei que essa informação não correspondia ao que nos havia sido comunicado anteriormente. Contactei, então, o Diretor Geral do Hospital Simione, no Cunene, que solicitou falar com o chefe do banco de urgência. No entanto, devido à postura considerada arrogante por parte do mesmo, informei que procuraria esclarecimentos diretamente junto da Direção do hospital.
Posteriormente, entrei em contacto com o Diretor Provincial da Saúde da Huíla. Foi a partir dessa intervenção que o mesmo falou com o chefe do banco de urgência, ficando decidido que a paciente não regressaria ao Cunene, mas sim seria encaminhada para o Hospital Olga Chaves.
Após a alteração da guia de transferência, acompanhámos a paciente até ao referido hospital, onde se encontra atualmente a aguardar evacuação médica para Luanda.

